A hiperatividade e a hipervisibilidade funcional das instituições meritocráticas brasileiras: os riscos do resolutivismo

Autori

  • João Gaspar Rodrigues Ministério Público do Amazonas

Cuvinte cheie:

resolutividade. resol, Instituições meritocráticas. Projetos. Resolutivismo. Hiperatividade. Hipervisibilidade.

Rezumat

A relevância do tema de pesquisa deve-se ao fato das instituições meritocráticas encarregadas de aplicar a lei no cenário jurídico brasileiro, a partir de uma perspectiva de resultados socialmente relevantes, apresentarem-se, muitas vezes, com meros esforços de construção de imagem e de hipervisibilidade, centrados em tóxicos interesses corporativos (ou até mesmo individuais). Isso acontece sob o pretexto da "hiperatividade", da resolução simplista e burocrática de problemas (sem uma análise aprofundada e humanizada) e do culto ao individualismo performático. O estudo também investiga como a concepção iluminista de resolver problemas como motor do progresso humano pode ser deturpada e se tornar apenas um artifício linguístico.

Referințe

BISHOP, Jonathan. The effect of de-individuation of the internet troller on criminal procedure implementation: an interview with a hater. International Journal of Cyber Criminology, vol. 7 (1), January – June 2013, pp. 28–48.

BOSTROM, Nick. Superinteligência. Caminhos, perigos e estratégias para um mundo novo. Tradução de Clemente Gentil Penna e Patrícia Ramos Geremias. Rio de Janeiro:DarkSide Books, 2018.

BUNGE, Mario. Física e filosofia. Tradução de Gita K. Guinsburg. São Paulo:Perspectiva, 2000.

CAPRA, Fritjof. O ponto de mutação. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo:Cultrix, 1982.

COHEN, David. Um guia para o mundo da pós-verdade. 2016. Disponível em: https://exame.com/tecnologia/um-guia-para-o-mundo-da-pos-verdade/. Acesso em: 04.01.2024.

CONNOR, Steven. The Horror of Number: Can Humans Learn to Count? The Alexander Lecture, given at University College, University of Toronto, 1st October, 2014. Disponível em: https://stevenconnor.com/wp-content/uploads/2014/10/Horror-of-Number.pdf. Acesso em: 20.12.2023.

DAHL, Robert A. A Constituição norteamericana é democrática? Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro:FGV, 2a. ed., 2015.

DILTHEY, Wilhelm. Sistema da ética. Tradução de Edson Bini. São Paulo:Ícone, 2a. ed., 1994.

ELY, John Hart. Democracia e desconfiança. Uma teoria do controle judicial de constitucionalidade. Tradução de Juliana Lemos. São Paulo:WMF Martins Fontes, 2010.

FERRATER MORA, José. Fundamentos de filosofía. Madrid:Alianza Universidad, 1985.

GRAY, John. A alma da marionete. Um breve ensaio sobre a liberdade humana. Tradução de Clóvis Marques. Rio de Janeiro:Record, 1a. ed., 2018.

HAN, Byung-Chul. La desaparición de los rituales. Tradução de Alberto Ciria. Argentina:Herder, 1a. ed., 2020.

HAN, Byung-Chul. Psicopolítica. O neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Tradução de Maurício Liesen. Belo Horizonte:Âyiné, 1o ed., 2023.

HAN, Byung-Chul. A sociedade da transparência. Tradução de Miguel Serras Pereira. Lisboa:Relógio D’Água Editores, 2014.

HAN, Byung-Chul. O que é poder? Tradução de Gabriel Salvi Philipson. Petrópolis/RJ:Vozes, 2019.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petropólis/RJ:Vozes, 2a. ed., 2017.

HARARI, Yuval Noah. Sapiens. Uma breve história da humanidade. Tradução de Janaína Marcoantonio. Porto Alegre:L&PM, 3a. ed., 2015.

PINKER, Steven. O novo Iluminismo. Em defesa da razão, da ciência e do humanismo. Tradução de Laura Teixeira Motta e Pedro Maia Soares. São Paulo:Companhia das Letras, 1a. ed., 2018.

RODRIGUES, João Gaspar. Ministério Público resolutivo: o guardião das promessas constitucionais. Rio de Janeiro:Lumen Juris, 2023.

RODRIGUES, João Gaspar. Ministério Público Resolutivo e Ativismo Político ou Ideológico. FORTALEZA-CE:Revista Acadêmica Escola Superior do Ministério Público do Ceará, Ano 15, n. 2, jul./dez. 2023, pp. 261-285. (Disponível em: https://revistaacademica.mpce.mp.br/revista/article/view/305/216. Acesso em: 18.12.2023).

SCHLEIERMACHER, Friedrich D. E. Hermenêutica. Arte e técnica da interpretação. Tradução de Celso Reni Braisa. Petropólis, RJ:Vozes, 10a. ed., 2015.

SEIFE, Charles. Os números (não) mentem. Tradução de Ivan Weisz Kuck. Rio de Janeiro:Zahar, 2012.

SPENGLER, Oswald. La decadencia de occidente. Volume II. Tradução de Manuel G. Morente. Madrid:Calpe, 1925.

THUAN, Trinh Xuan. La plenitud del vacío. Tradução de Antonio Francisco Rodríguez. Barcelona:Editorial Kairós, 2018.

WAHL, Jean. Tratado de metafísica. Tradução de Francisco González Aramburo. México:Fondo de Cultura Económica, 1986.

Publicat

2025-10-20