ANÁLISE DA GUARDA NACIONAL NO ESPÍRITO SANTO – UMA MILÍCIA EM ETERNA ORGANIZAÇÃO (1831 – 1873)
Mots-clés :
Guarda Nacional, Espírito Santo, Brasil ImpérioRésumé
A Guarda Nacional foi criada nos primeiros anos do período regencial, sendo considerada por muitos estudiosos como uma das medidas no bojo do processo de descentralização que aquele fértil período promoveu. A também denominada milícia cidadã procurou denotar a presença do Estado por toda extensão do Império, uma vez que ela deveria estar presente em todas as províncias brasileiras. Ao mesmo tempo, constituiu-se num espaço de expressão do domínio das elites locais que ocupavam os principais postos de comando da Guarda. O presente artigo se propõe ao estudo desta instituição na província do Espírito Santo, no período de 1831 a 1873. Com um enfoque que contempla as novas abordagens na história política, pretendo entender as articulações que se forjaram no seio da Guarda Nacional. Buscando identificar o “estrato de senhores”, do qual fala Uricoechea (1978), que comandava a milícia cidadã no Espírito Santo oitocentista, bem como delinear a importância política que tinham, observando de que forma contribuíram para a construção do Estado Imperial. Para tanto, utilizamos como fontes os relatórios dos presidentes de província e registros de correspondências dos comandantes da milícia cidadã.
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